
“Eu fiz tudo errado, mano. Eu a amo, e eu fiz tudo errado. Como sempre, eu fiz tudo errado. (…) Eu a vi dançando naquela festa ontem com o cabelo solto, jogado ao vento… Na mesma hora me veio a imagem dela com o cabelo preso e somente algumas mechas caídas no canto daquele rosto perfeito, que não precisa de nenhuma dessas maquiagens que ela estava usando. Eu a vi escrevendo com batom num guardanapo e pedindo para entregar a um cara… Me veio a imagem dela sentada à carteira, viajando totalmente no meio da aula, escrevendo meu nome na contracapa do caderno e o deixando cair ao chão de propósito para que eu pudesse ler. Eu a vi em cima de um salto enorme e vestida numa mini-saia… Me veio a imagem de quando eu a vi pela primeira vez, com um All Star e uma calça jeans surrada. Ela estava linda. Eu ouvi ela chamando alguém de idiota… Me veio a imagem dela me batendo e gritando comigo; eu costumava ser o idiota dela. Eu também a vi rindo com as amigas, rindo com aquele riso que só ela sabe dar, com aquela risada dela que tem um som perfeitamente estranho… Sinto falta de quando era eu o motivo dos sorrisos dela. Eu sinto falta dela, cara. Como eu fui deixar isso acontecer? Caralho, eu a perdi! Perdi a minha pequena. Perdi a razão pela qual eu sorria. (…)” (That Stupid Heart)
queria que algumas pessoas pensassem assim.