“Odeio essa tua incerteza, essa tua marra, esse teu orgulho, essa tua bipolaridade de falar comigo um dia sim e três não. Odeio conviver com o fato de que se você batesse na porta nesse exato momento, eu abriria sem pensar duas vezes. Odeio essa tua mania de sumir e depois aparecer do nada, com aquele moletom velho, com aquela curva perfeita que chamam de sorriso no teu rosto, com aqueles dentes detalhadamente simétricos e aquele olhar, me fazendo sorrir… Como se nada tivesse acontecido. Odeio cada vez que você volta com esse teu jeito todo torto, todo errado, e eu te aceito mesmo assim. (…)”